segunda-feira, 7 de abril de 2008

Histórias do Castrinho

Humor sarcástico, sempre tirava uma da cara do amigo e era Sócio do clube Perco o Amigo mas não Perco a Piada. Na seriedade, dizia sempre "na lata" o que tinha de dizer, sem rodeios. Tinha gente que não gostava, mas pense, o amigo tem direito e até dever e fazer isso, porque o amigo pode. O Amigo tudo pode.
Altos duetos de violão. Você se lembra? Vivia tentando fazer com que eu cantasse na segunda voz. Ensinava-me pacientemente, me fazia repetir sozinho a minha parte e depois dizia "vamos lá" e saía fazendo a primeira, eu começava bem na segunda e logo escorregava e entrava na primeira, que era a dele. Confesso que uma única vez eu consegui e ele comemorou como fôsse um gol da final da copa. Foi muito bom. (o bom amigo incentiva, mesmo reconhecendo que o outro não tem a mínima aptidão pra coisa, he he!)
Uma vez estávamos com um casal de amigos numa casa noturna, onde ao vivo rolava axé e samba e ele adorava dançar. Naquela noite, vez por outra se levantava, pegava uma menina qualquer, dançava e juntava-se novamente à mesa. Mas ele sabia que eu curtia só rock'n'roll e no intervalo da banda, o dj soltou uma Joan Jet com I love Rock'N'Roll e ele olhou ra mim(como num gesto de reconhecimento, porque ele também tinha seu lado roqueiro), ergueu o braço direito para juntos batermos um na mão direita do outro, pois ele estava elegendo aquele momento como meu, já que sabia do meu asco pelo axé, pagode e outros. O casal que nos acompanhava apenas assistiu em silêncio, reconhecendo que aquele era um código só nosso e respeitou sem interromper.
Ele era assim. Roqueiro, gostava de Stones, Raul, Beatles, Creedence(e tocava tudo isso no violão), mas era eclético e gostava de um Fundo de Quintal, ía nos bailes, dançava com a mulherada. Esse era o Castrinho.
Se você, meu amigo ou dele lembrar de alguma passagem, conte aqui para nós!

Nenhum comentário: