terça-feira, 27 de maio de 2008

Outra do Castrinho

Certa vez, estávamos hospedados em casa de amigos e tinha um sujeito lá metido a dono do mundo. O tal fulano, havia comprado uma garrafa de Smirnoff e quando soube por mim que o Castro sabia fazer uma caipirinha como ninguém, pediu à ele que pusesse a mão na massa. Fui com o Castro até o local onde encontrava-se o "material adequado" e o Castro então tratou de produzir uma de suas famosas. Destaco aqui que ele gostava de fazer caipirinha com pinga e tinha que ser Velho Barreiro. Quando terminou a obra-prima, levamos o produto pronto para o consumo e o entregamos na mão do dito cujo. Quando este deu aquela bicadinha leve, para testar a qualidade, o Castro perguntou: "e aí?" e o mal bebido(parente do mal comido), respondeu "é de pinga, né..."num tom de voz de menosprezo. Adotei.
Até hoje, quando estou entre amigos e alguém pergunta como está a caipirinha, eu digo: é de pinga, né...
Desse dia em diante, ele saía imitando o cara e em qualquer lugar que a gente estivesse, lá começava o Castro a puxar em sentido frontal e com ambas as mãos um suspensório imaginário, e estalando fortemente a língua para dar a sonoplastia de quem solta as duas tiras do suspensório de uma só vez fazendo com que elas batessem contra o próprio corpo, dizia sempre ao final da cena: "é de pinga, né..."
Meu Querido Amigo, onde você estiver, Javier Castrille, um beijo no seu coração, do seu amigo: Havelange!

Nenhum comentário: